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Sou um leitor “regular” do Público, aos fins de semana.

Tenho a página online desse jornal, sobre temas de educação, no meu google reader.

Se a memória não me falha, o jornal e o seu director foram, ao longo da primeira parte do consulado de Pinto de Sousa, claros defensores das políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues.

É certo que, mais ou menos desde a manifestação dos 100.000, esse apoio deixou de ser tão explícito. No entanto, até hoje não li nenhum editorial de José Manuel Fernandes em que houvesse uma crítica clara ao processo de selecção e contratação dos professores, à instituição dos prémios de professor do ano, ou a outras políticas de pendor mais liberalizante do ME.

Pelo contrário, as críticas à intransigência e radicalismo dos sindicatos – em particular da Fenprof e do alegado alinhamento político partidário do seu secretário geral, continuam a fazer o seu caminho nas páginas e notícias deste jornal “de referência”.

Atendendo a este “horror” ao radicalismo, que é regularmente denunciado quando estão em causa as posições da Fenprof e dos sindicatos que a integram, fiquei hoje extremamente surpreso quando descobri, na página 38 e num espaço que para mim é de leitura obrigatória e prioritária, um artigo que não sei se há-de ser classificado como de opinião, se como publicidade (paga ou não), assinado por um grupo de professores que conheço (uns pessoalmente, outros apenas de algumas leituras na rede).

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É que, sem querer contestar o direito de cada um desses colegas ao exercício legítimo do seu direito à livre expressão da sua discordância com a ADD, o que me surpreendeu foi que o jornal e o seu director não achassem radical esta posição de desobediência à lei.

Critérios…  para JMF e para o Público, as posições que os legítimos representantes dos professores tomam contra o ministério e as suas políticas são radicais, se o rosto dessas posições for a Fenprof ou o seu secretário geral, mas não merecem qualquer comentário, desde os contestatários sejam desalinhados ou “independentes”, ainda que as posições que tomam sejam, na prática, muita mais extremadas.

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