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No início deste ano lectivo, que agora chega ao fim, a ministra recebeu treze professores pró-avaliação e o site do ministério deu publicidade ao evento. Todos nos rimos muito, porque dias antes mais de 100.000 professores tinham feito greve e o site do ministério tinha ignorado olimpicamente esse evento.

Ontem, um grupo de treze estimáveis colegas, entre os quais há gente que estimo, decidiu, ao abrigo de um direito de cidadania que legitimamente lhes assiste, publicitar a sua decisão de não entregar a FAA. Como não têm acesso ao site do ministério (o que é lógico em função da posição que defendem) recorreram ao jornal Público, que deu publicidade ao anúncio da não entrega das fichinhas. Até aqui nada de estranhar:

Um grupo de cidadãos resolve anunciar uma determinada decisão e, para isso, recorre a um jornal de referência e de grande circulação nacional. O jornal (a sua redacção e/ou direcção) achando pertinente (e não contrário à sua linha editorial) o anúncio, decide publicá-lo.

A questão é que, tomando os outros por parvos, há quem transforme um anúncio de uma tomada de posição num “artigo de opinião”, tentando dessa forma apoucar a estranheza que manifestei, não em relação aos subscritores do documento, mas em relação à decisão do jornal dar o destaque que deu ao anúncio.

Por enquanto ainda é possível “pensar em voz alta”, e não comer tudo o que nos querem impingir, sem poder emitir um juízo crítico sobre o que nos parece pouco congruente.