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Já há muito poucos professores que tenham passado pelo calvário de andar a bater à porta dos reitores, para conseguirem trabalhar.

Nesse tempo, de que tenho memória apenas como aluno, havia excelentes professores, mas também muita gente que trabalhava nas escolas e liceus apenas porque tinha a carta de recomendação certa.

Pela mão do PS, que sempre que chegou ao poder levou as políticas neoliberais mais longe do que os partidos à sua direita, estamos a regressar a esses tempos “gloriosos”, em que a cunha e o empenhamento voltarão a ter mais relevo do que a qualidade dos candidatos.

Primeiro através do “concurso” para os TEIP e agora com o anúncio de que também os Conservatórios passarão a contratar os seus professores, através de um processo que pretende emular o que se passa nos colégios privados.

Só que neste caso  a situação é muito mais grave, uma vez que os novos directores não têm a mesma preocupação que o dono de qualquer colégio, o qual sabe que um mau corpo docente lhe pode estragar o negócio, enquanto os capatazes do ministério vão poder arranjar “jobs” para os seus “boys” à custa do erário público.

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