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O Reitor brindou este blogue com um comentário.

Bem sei que a relação do Reitor com a Educação pode (ou não) ser tão profunda como a do “inginheiro” com a engenharia ou com o inglês técnico. Quem usa o anonimato pode apresentar-se como especialista do que quiser.

Ora este “especialista” de educação e da escola pública acha que desvalorizo o programa do PSD por causa de uma alegada “esquerdite anti-liberal” porque, segundo a sua opinião, o tal programa «responde tão eficazmente, tão assertivamente e tão plausivelmente que, se até a mim me surpreendeu não me custa acreditar que outros tenham ficado de queixos tão caídos que, até agora, apenas conseguiram tartamudear a cassete “neo-liberal”»

Para não continuar a ser acusado de uma doença de que desconhecia a existência, trago em minha defesa um conhecido liberal da nossa praça, pessoa muito na moda na nossa CS e que na sua crónica de hoje no DN afirma:

Corria uma piada que dizia que o PSD iria fazer um programa tão, digamos assim, económico em palavras que bastaria um sms para o divulgar. Pelo que nos foi dado a ver a graçola tinha um fundo de verdade. Bastava, afinal, uma palavra para resumir essa possível mensagem: intenção.

[…] Para quem passou um ano e meio a apregoar aos quatro ventos que os socialistas apenas tinham palavras e promessas para oferecer, não deixa de ser confrangedor verificar que os sociais-democratas não têm mais para oferecer que não sejam lugares-comuns, suspensões para melhor análise ou vaguíssimas opiniões.

[…] De que tipo de seriedade estamos a falar quando se diz que se suspende o actual modelo de avaliação de professores sem que se proponha outro? Será que vamos retomar o que (não) existia ao tempo da dra. Ferreira Leite no Ministério da Educação? Que dizer quando se resume uma política educativa aos chavões do “combate ao facilitismo” e à “cultura de exigência e rigor”?

Imagino que também Pedro Marques Lopes tenha sido acometido da tal esquerdite anti-liberal, seja isso o que for. Só isso pode explicar que tenha as mesmas dúvidas que eu próprio tenho quanto às intenções por trás do programa do PSD.

Quanto ao resto, trata-se de personagem com a qual não me identifico minimamente, situando-me em área política diamentralmente oposta à sua.

O Reitor (tal como os amigos do PSD) bem pode pintar o mundo de laranja, que os tons de rosa continuam demasiado ligados ao seu programa, não porque seja um programa de esquerda, mas porque a governação de Pinto de Sousa correspondeu às maiores ambições dos laranjinhas em quase todas as áreas sociais: extinção e privatização dos serviços públicos potencialmente lucrativos e manutenção na esfera pública dos serviços não lucrativos.

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