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O regresso após a pausa natalícia é dedicado à leitura da mensagem do primeiro ministro Pinto de Sousa ao país, à luz dos ensinamentos que um dos seus ideólogos (o nosso estimado ministro SS) nos trouxe a propósito do populismo.

Procuremos então as ideias-chave populistas da mensagem, que já foi criticada por toda a oposição:

“Pela minha parte, e pela parte do Governo, quero garantir-vos que não temos outra orientação que não seja defender o interesse nacional neste momento particularmente difícil.”

segundo Santos Silva, populismo quer dizer culto quase messiânico do líder e o que o primeiro ministro procurou foi apresentar-se como o salvador, o messias, que vai salvar os portugueses da crise internacional e das dificuldades de 2009;

“Foi por isso que criámos as condições para que baixassem os juros com a habitação, generalizámos o complemento solidário para idosos, protegemos as poupanças, aumentámos o salário mínimo e actualizámos os salários da função pública acima da inflação”

ainda de acordo com SS, populismo é exibir a mania das grandezas, prometer “obra” e “animação”. É esconder o vazio com a paródia. Afirmar, como fez Pinto de Sousa, que ele e o seu governo criaram condições para baixar as taxas de juro é fazer dos portugueses estúpidos e desqualificados intelectualmente. Mas também corresponde a uma mania das grandezas e um autoritarismo que escondem uma enorme fragilidade de formação cívica e política. Já a afirmação de que este governo defendeu as poupanças ou aumentou os salários da função pública acima da inflação, só é enquadrável na categoria da paródia.

Daqui se conclui que, em matéria de populismo, ninguém consegue bater o actual governo, o que confirma o fundamento das nossas preocupações com a defesa da democracia, uma vez que é o próprio ministro Santos Silva que nos alerta que: Quem se rende ao populismo não ama a democracia