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Neste ensaio o reitor da Universidade de Lisboa convida-nos a reflectir sobre a formação de professores e sobre as dimensões a que essa formação deve atender, com vista a formar melhores professores para uma escola pública que cumpra de forma mais efectiva as funções que lhe são atribuídas no século XXI.
Para lá de uma formação científica sólida, que permita ao professor o domínio das componentes científicas da(s) disciplina(s) que vai leccionar, Nóvoa sugere que a formação inicial deve ser integrada na escola e devolvida aos professores mais experientes, num modelo que se aproxima do que existe para a formação dos médicos.
Dessa forma  será possível uma formação baseada na prática e no estudo de casos concretos, que tenham como referência o trabalho escolar, permitindo ao mesmo tempo a valorização da reflexão colectiva sob a orientação e aconselhamento dos professores mais experientes.
Uma formação deste tipo, que tem evidentes semelhanças com a formação praticada nas universidades de medicina e nos hospitais universitários, seria indutora de um trabalho reflexivo e de uma prática colaborativa entre os professores, que é essencial ao bom funcionamento da escola pública.