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“O Ministério e as escolas têm estado há muitas semanas a preparar o ano lectivo e estou convicta de ele abrirá com toda a normalidade”, disse a ministra falando aos jornalistas no Porto, à margem de uma cerimónia relacionada com o programa Novas Oportunidades.

Se não fosse pela gravidade da situação, as afirmações de Maria de Lurdes Rodrigues seriam hilariantes. Pelo menos para quem, como eu, trabalha num agrupamento TEIP.

É que a (a)normalidade da abertura do ano lectivo pode ser traduzida pelo trabalho extra do juri do concurso local de colocação de professores. Esta comissão, a quem compete analisar os currículos e seriar os candidatos aos 44 horários de contratados, terá que conseguir entrevistar uma legião de candidatos, escolher “os melhores” e esperar que estes aceitem o horário, no espaço de uma semana. Isto para que no dia da recepção aos alunos não haja nenhum horário por preencher.

Mas a normalidade [sem (a)] teria sido que desde o dia 1 todos os professores estivessem disponíveis para começar a organizar o seu trabalho lectivo, sabendo com que níveis, turmas e alunos vão trabalhar. O facto é que, por exclusiva (ir)responsabilidade da tutela e da sua incapacidade de prever o disparate que estava a fazer com o concurso dos TEIP’s, além dos 44 professores que vão ser colocados já com as aulas a decorrer, os restantes 60 ou 70 também ainda não sabem quais os seus horários, porque foi preciso refazer a distribuição do serviço e requisição de professores já depois da colocação da 2ª fase.

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