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Numa altura em que o fim do 2º ciclo da ADD se aproxima, e em que a agudização das contradições volta a criar algum clima de agitação nas escolas, algumas vozes que assumidamente não gostam da FENPROF voltam a usar a mentira para atacar a organização de professores que da forma mais persistente, consistente e eficaz defende os direitos dos profissionais do ensino e a escola pública.

A mistificação em torno do alegado acordo da FENPROF face ao modelo de ADD em vigor só se compreende por má fé, compulsão para a mentira ou pelo facto destes senhores e senhoras, que gostam de agitar os seus títulos académicos e enorme sabedoria, padecerem de uma ignorância militante, que deriva do facto de serem avessos a ler as fontes originais, preferindo socorrer-se de resumos ou sebentas preparadas por outros “dótores”.

Na convocatória para a manifestação de 12 de Março, no Campo Pequeno, está clara e inequivocamente escrito que:

A avaliação de desempenho dos trabalhadores da educação, por assentar em princípios não formativos, é um grave problema com que as escolas se debatem, tanto a dos não docentes como a dos docentes, que tem vindo a merecer uma forte luta por se tratar, comprovadamente, de um modelo  inaplicável, desajustado, discricionário e  pejado de ilegalidades. O combate a uma avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho, antes a constrange, será uma das bandeiras da luta dos profissionais, sejam eles avaliados ou relatores

Apesar da clareza com que o assunto é colocado, há directores que, tendo aceite serem os homens de mão do ministério nas escolas, têm o topete de afirmar «que a força espontânea e autónoma dos professores que contestaram o modelo anterior foi utilizada pelos sindicatos, que acordaram com o Ministério da Educação esta avaliação».

A estas vozes sem rosto, de quem se habituou a vergar a espinha perante o centralismo ministerial, somam-se outras vozes com rosto e agenda como a de quem entrou na luta, nos idos de 2008, por ter sido excluído do título de titular e não se coíbe de escrever pérolas como esta «Pelo andar da carruagem, brevemente constataremos que esta reivindicação [suspensão da avaliação], que sempre foi o factor de maior mobilização dos professores, apenas passará despercebida à Fenprof e à sua novel Plataforma.» ou ainda a voz e rosto de quem encontrou o seu D. Sebastião na margem sul do Tejo e faz perguntas tão ignorantemente confrangedoras como «Aos meus coelgas do Sindicato, em especial aos da Fenprof, eu deixo estas dúvidas: Como podem ignorar que, nas escolas, está tudo a “rebentar” por causa deste “novo” modelo de avaliação? Como podem chamar professores para o Campo Pequeno, sem que, nas vossas reivindicações, apareça a exigência de suspensão deste massacre que vivemos nas escolas? Quem representam vocês?»

Perante isto, suspeitando que estas pessoas não querem visitar a página da FENPROF na net, nem ler os documentos em papel que são regularmente editados e distribuídos, apenas resta esperar que a luz lhes ilumine os espíritos e deixem de dizer e escrever tanto disparate e aleivosia.

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