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Há dias fiz um comentário num blogue, dando a minha opinião sobre a oportunidade de se “promover a unidade dos professores” quando se apontam a dedo os erros cometidos por membros de alguns sindicatos.

Como aparentemente a minha opinião é lida, ponderada e considerada, pelo menos por dirigentes de um dos movimentos (auto-proclamados de independentes), ontem à noite fui brindado com um e-mail de um desses dirigentes, sugerindo-me a leitura de uma notícia de jornal e, em complemento, um acto de penitência por ter sido infeliz, incorrecto e mal intencionado para com esse movimento, verdadeiro expoente da luta dos professores contra as tropelias do ministério e dos sindicatos (que só existem para trair os professores).

Tentei ser paciente e relevar, não me atribuindo mais importância do que o meu insignificante estatuto de professor com 31 anos de serviço lectivo (sem interrupções de qualquer espécie) me dá.

Mas o insigne dirigente, do não menos ilustre movimento, resolveu voltar hoje à carga. Acha que a sua participação e empenho na luta lhe dá o direito de ditar a agenda do blogue que edito. Daí sugerir que eu critique a FNE (e de caminho a FENPROF) porque houve sindicalistas (não sei se muitos, se poucos) que entregaram os OI’s e não deram o exemplo aos colegas não sindicalizados (esquecendo este dirigente associativo que a FNE está filiada na UGT e muitos dos seus membros são filiados no PS).

Mas como este colega (que não se cansa de se afirmar independente de sindicatos e partidos políticos porque, segundo as suas palavras, não alinha em carneiradas) bem sabe, uma andorinha não faz a primavera.

É que se em relação à FNE (eventualmente em relação aos outros sindicatos) ele acha bem que a organização pague pelos erros de alguns dos seus membros, já em relação ao seu movimento não se cansa de falar em nome individual, como se o movimento fosse apenas ele, escamoteando as asneiras, os erros, as afirmações absurdas e divisionistas de outros dirigentes, nalguns casos com maiores responsabilidades institucionais, por ocuparem lugares hierarquicamente mais relevantes e mediáticos na estrutura do movimento.

Devo dizer que a publicação deste post encerra, da minha parte, a polémica com este movimento. Neste momento não me interessa dispersar esforços, porque ainda não derrotámos o inimigo principal. Depois de Outubro, conseguindo substituir os testas de ferro da globalização neo-liberal, haverá tempo para o debate e a clarificação no campo da Educação, de forma a escolher os novos rumos para uma escola pública de qualidade para tod@s. Até lá, exactamente em nome da unidade de tod@s @s professores, concentrarei as atenções no governo e em quem objectivamente lhe criar condições de sucesso.

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