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Vital Moreira é uma pessoa com quem não teria nunca interesse em encontrar-me e com quem nunca faria qualquer tipo de negócio. Com quem tive, até, algumas trocas de opiniões muito “acaloradas”, a propósito das políticas de Maria de Lurdes Rodrigues. No entanto, tenho que reconhecer que é a primeira pessoa que traz para o espaço mediático um argumento que a direita tem ciosamente escondido. De resto, não consigo perceber porque é que ninguém ainda tinha explicado, tão linearmente, que a história do “direito tradicional” do partido “vencedor” governar é uma treta:

Por um lado, quase sempre houve apresentação de moções de rejeição (inclusive uma moção de rejeição do PS contra o único governo minoritário do PSD, em 1985, que teria sido aprovada se o PRD a tivesse secundado). Por outro lado, e mais importante, os partidos de direita só não apresentaram moções de rejeição contra governos minoritários do PS porque em nenhum caso eles tinham maioria absoluta para a aprovar nem para depois constituir um governo alternativo. O resto é ficção.

O que há de novo na atual situação é que, pela primeira vez, existe a hipótese de congregar uma maioria parlamentar para rejeitar um governo minoritário e formar um governo alternativo (o que não foi possível em 1985). Pela segunda vez, a direita vence as eleições sem alcançar maioria absoluta na AR, mas desta vez não pode contar com o PRD.

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