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A classe dos opinadores jornalísticos que pululam na comunicação social tem-se multiplicado na tentativa vã de explicar porque é que ao governo de Passos e Portas deveria suceder um governo de Seguro e Portas.

Ainda hoje, em mais uma das muitas crónicas “merdosas” a que nos habituou, João Marcelino vem bolsar a “pseudotese” de que «sendo que o PS é a chave deste rotativismo que temos, a restante esquerda só tem de dizer que pontes está disposta a lançar para sair dos confortáveis terrenos da contestação pela contestação em que desde sempre se refugiou».

É mais uma forma de dizer que a esquerda que é esquerda, que defende os direitos dos trabalhadores contra a exploração rentista do capital financeiro, que se bate por mais justiça social, mais e melhor saúde e educação, deveria ter uma única agenda: aliar-se ao PS para que ele possa continuar a tarefa de entrega do país aos interesses privados, em prejuízo dos cidadãos que aqui vivem e trabalham.

Curiosamente, este discurso surge como crítica à reunião que juntou algumas personalidades de partidos de esquerda e independentes que se juntam ao protesto anti-austeridade. Personalidades como o reitor da Universidade de Lisboa, Professor António Nóvoa, que num discurso aplaudido de pé apresentou com clareza um conjunto de ideias para podermos desenvolver o país fora do espartilho das regras e regulamentos impostos pela nossa permanência na zona euro.

A ver com atenção o vídeo que se segue, entre o minuto 2:00 e o 5:15