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O caminho faz-se caminhando e cada vez mais portugueses vão descobrindo que a REVOLUÇÃO não acontece no fim de cada MANIFESTAÇÃO.

A LUTA é dura e prolongada, e só pode aspirar à VITÓRIA quem tiver a resiliência e a FIRMEZA imprescindíveis para não desistir ao primeiro abanão.

Ontem, na Marcha Contra o Desemprego que terminou frente à AR, uma das muitas palavras de ordem era “Só mais um empurrão e o governo vai ao chão”. Como ideia mobilizadora e animadora da luta, pensar que só falta um empurrão é algo de muito positivo. Mas sabemos que um empurrão não chega e que, sobretudo, todos os que forem sendo dados têm que ser suficientemente fortes e determinados para impedir que o plano, que já está em marcha, de criar um “governo de salvação/unidade nacional” não tenha pés para andar.

Se é verdade que pedimos a queda deste governo, não é menos verdade que exigimos a legitimação popular do parlamento porque a sua atual composição já não corresponde ao desejo e às necessidades do povo.

Sendo certo que nem o presidente da república, nem os partidos do centrão e seus aliados e/ou mandantes querem eleições, é preciso relembrar-lhe que a soberania reside no povo e os portugueses têm direito a ser chamados a escolher quem os representa na Assembleia da República.

O que a confluência dos protestos de rua reclama, sejam eles organizados pela central sindical dos trabalhadores portugueses CGTP-IN ou por grupos de cidadãos usando meios informais como as redes sociais, é que o governo seja demitido e o parlamento dissolvido para que o povo decida à luz da informação que hoje possui e que há ano e meio lhe foi sonegada.

Ou será que alguém tem a menor dúvida de que se os portugueses tivessem votado conscientes de que 85% dos deputados que elegeram iam ser coniventes com o esbulho a que estão a ser sujeitos, os resultados eleitorais teriam sido os que foram?

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