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A reunião de ontem do Conselho de Estado cumpriu a coreografia prevista.

No entanto, as PESSOAS que durante mais de oito horas se concentraram frente ao palácio presidencial não estavam, nem estão, muito interessadas  na parte coreográfica da questão.

Se por um lado havia por lá muita gente essencialmente preocupada com o enterro da TSU, o que motiva a generalidade dos trabalhadores portugueses é a iniquidade das medidas e a cobrança injusta de sacrifícios apenas ao trabalho.

Qualquer português medianamente informado sabia que deste Conselho de Estado e dos “senadores” da nossa república não se pode esperar que estejam interessados em ouvir a voz do povo. Admitir que não estejam sempre a comandar o mesmo “baile mandado”, em que os bailadores se vão rezevando entre os ex-jotas do PS, do PSD e do CDS, não passa de um desejo sem ligação com a realidade nacional.

Por isso as PESSOAS que ontem estiveram em Belém não só queriam a demissão de Passos, Portas e Gaspar, mas também gritaram a sua absoluta desconfiança em relação a personagens que não merecem a mínima confiança do povo. Daí os apupos e outros mimos com que os conselheiros foram brindados à entrada e à saída.

Numa democracia verdadeiramente popular e consolidada o caminho que seria seguido era devolver a palavra ao povo. Mas os nossos senadores têm medo do povo e, mesmo sabendo que têm na comunicação social domesticada um fortíssimo aliado para manipular intenções de voto, no atual contexto de divórcio com o povo não arriscam perder totalmente a face do centrão, que afunda o país desde que Mário Soares chegou ao poder em 1976.

Tenha o povo consciência do poder que possui e estejam as PESSOAS dispostas a manter a pressão, a contestação continuará nas ruas e engrossará nos próximos meses até que este poder corrompido será obrigado a dar-nos de novo a palavra – VAMOS A VOTOS QUE QUEREMOS MUDAR DE MÚSICA.