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Nuno Crato nunca me enganou mas conseguiu convencer a esmagadora maioria dos oficiais do meu ofício de que era a pessoa certa, no lugar certo e à hora certa.

Até nisso o percurso crático se aproxima do percurso lurdístico. Também a ministra de má memória teve mais de um ano de estado de graça e às tantas começou a pensar que era engraçada, ao mesmo tempo que lhe ia estalando o verniz com sucessivas intervenções em entrevistas ou aparições públicas. E deu no que deu.

Hoje, com a entrevista que foi dada à estampa pelo SOL, Nuno Crato começou a ser verdadeiramente vergastado por alguns dos seus indefetíveis defensores blogosféricos. E isso pode ser um prenúncio de morte política, o que é sem dúvida uma excelente notícia.

Da mesma forma que tenho sido muito crítico da forma como tantos professores se deixaram embalar pela melopeia anestesiante de Nuno Crato, tenho que saudar o facto de, finalmente, o Paulo Prudêncio, o Paulo Guinote (aqui, ali e além) e até o Arlindo terem descoberto que, por detrás do manto diáfano da fantasia crática fica a nu a verdade da prepotência e incompetência de um diletante que conseguiu chegar a ministro.

Mais vale tarde do que nunca e, apesar de tudo o que me possa separar de alguns destes professores, todos não somos demasiados para pôr cobro a um dos mais funestos mandatos ministeriais de que há memória no campo educativo.

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