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O que aconteceu na África do Sul, com um pelotão de fuzilamento polícia de choque a despejar os carregadores das suas armas sobre trabalhadores em greve, é apenas mais um episódio ilustrativo da forma como o direito à propriedade privada se sobrepõe ao direito à vida na perspetiva do capitalismo global:

Before the start of the operation by hundreds of police, officials said several days of talks with AMCU leaders had broken down, leaving no option but to disperse the striking drill operators by force.

Nas imagens difundidas pela televisão vê-se um pequeno grupo de grevistas a correr em direção do pelotão de fuzilamento polícia, mas não são visíveis disparos dos grevistas nem é possível afirmar que estes estivessem armados. No entanto, lá como cá, o ministro da polícia argumenta que os oficiais estavam debaixo de fogo.

Induzindo nos leitores a aceitação da narrativa da auto-defesa policial, o artigo do Público mostra em destaque a fotografia de um homem armado com uma lança, em postura ameaçadora, e um grupo de grevistas em que se vêem alguns paus e catanas. Mas na mesma sequência de fotos, a que mostra os mineiros mortos não mostra nenhuma arma nas suas mãos.

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