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João Ramos de Almeida assina hoje uma peça no Público onde se constata o óbvio: A subida do desemprego influencia a vida dos que ficam a trabalhar.

É que a destruição de empregos constitui um instrumento fundamental que o capital sempre usou para desvalorizar o fator trabalho, numa tentativa de regresso à jornada de sol-a-sol do ancien regime e dos primórdios da revolução industrial.

No caso português a narrativa da crise vai servindo às mil maravilhas para constituir uma reserva de mão-de-obra dócil e barata, que se sujeita a salários de miséria e horários e condições de trabalho que são um retrocesso de décadas.

Os professores portugueses, que sempre se acharam imunes aos problemas dos restantes trabalhadores devido à sua formação superior, descobriram recentemente o fenómeno. O desemprego a que serão condenados quase todos os contratados, e a ausência de componente letiva para mais alguns milhares de professores dos quadros, irá traduzir-se em mais turmas e mais alunos para os restantes, isto é mais trabalho sem que isso se traduza em aumento do seu nível salarial.

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