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A direita encontrou em Zita Seabra o instrumento que está sempre à mão (e disponível) para “contar” os maiores disparates e alarvidades, sempre que com isso seja possível atingir o PCP ou pessoas conotadas com este partido.

Tendo-se sido conhecida mais uma decisão, no mínimo pouco acertada, do governo cancelar o apoio a um projeto que se propunha criar cerca de 2000 novos postos de trabalho, tornou-se necessário atingir o empresário que estava à frente da iniciativa, para o descredibilizar.

Sendo conhecido por “barão vermelho”, por alegadas ligações ao PCP e por ser um dos “notáveis” benfiquistas, eis que surge a inefável Zita afirmando que «os comunistas usavam os aparelhos de ar condicionado para espiar “tudo o que eram ministérios, sítios nevrálgicos e órgãos de poder”, instalados nos anos 1980 pela FNAC – Fábrica Nacional de Ar Condicionado».

Convenientemente, o instrumento utilizado pelos perigosos espiões comunistas só podia ser fornecido pelo não menos perigoso barão vermelho, já que a FNAC era propriedade de Alexandre Alves, o empresário agora em litígio com o governo por causa do projeto dos painéis solares em Abrantes.

Será que Zita Seabra não se manca e não percebe que, mesmo para a silly season, o disparate tem limites?

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