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Paulo Guinote (PG), umbiguisticamente alcandorado a grande educador da classe docente e omnipresente descodificador das coreografias sindico-governamentais, resolveu mais uma vez insultar-me e julgar-me em praça pública por um “crime” de que me acusa na sua narrativa dos acontecidos de 2008.

PG tem direito a construir as narrativas que quiser, à medida dos seus “wishfull thinkings” e que mais jeito possam dar para manter saciado o seu auditório. Isso, no entanto, não transforma as aleivosias que escreve em verdade absoluta.

Este ataque contra mim surge a propósito de uma narrativa que também tenho direito a construir, baseada nos “factos” que são conhecidos e vão sendo dados à estampa pela “comunicação social de referência”, que tanta consideração mostra por PG.

f1 – 6 blogues montaram com grande sucesso, medido à escala da blogosfera docente, uma operação mediática anunciando “algo” de espetacular e que iria transformar por completo a Educação em Portugal;

f2 – soube-se, no início de agosto, que esses blogues tinham decido continuar a fazer o que há muito faziam (alguns nasceram exatamente com os objetivos que anunciaram querer continuar) e não iriam fazer o que se opõe à sua natureza – construir algo maior que a mera soma dos respetivos umbigos;

f3 – a comunicação social “amiga da blogosfera” descortinou mais uma possibilidade de minar a influência da FENPROF e produziu uma peça em que faz a apologia do protesto docente blogosférico e promove o Reforçar papel dos blogues explicando-nos que «Os autores também ajudaram, ao anunciar nos respectivos blogues que nada iria ser como antes na educação. Houve quem interpretasse que iriam fazer a “revolução” ou, mais prosaicamente, encontrar uma solução com Nuno Crato, quando afinal, sustentam, o objectivo deste encontro foi apenas o de se “conhecerem pessoalmente e falarem sobre educação”. Objectivo a prazo, segundo Guinote: “reforçar o papel dos blogues no esclarecimento e apoio a colegas”. Para este docente é a opção certa, uma vez que considera “mais eficaz a demonstração clara de argumentos à palavra de ordem rimada ou gritada nas ruas“;

f4 – coincidentemente, e como somos todos ingénuos, outro OCS empenhado no enfraquecimento de PPC reproduziu, na tarde do mesmo dia, um take da LUSA em que se anuncia uma Plataforma pela Educação com origem na web e que se propõe fazer o que a FENPROF já faz desde sempre e que é omitido na comunicação social. A notícia cita uma afirmação de “um professor” que não é identificado e, como tal, pode ser qualquer um dos que são citados na notícia assinada por Clara Viana, no Público.

Tal como diz de outro bloguer, PG convive muito mal com a crítica e com o direito democrático de outros construírem narrativas diferentes das suas. Só pode ser devido à sua omnisciência e ao tamanho descomunal do seu umbigo.

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