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A notícia foi passando em rodapé nas televisões e tem honras de diversos posts blogosféricos, deixando vincada a insinuação de que o KKE sobrepõe “o seu espírito sectário” à unidade das esquerdas que permitiria governar a Grécia a caminho de uma “nova Europa”.

Infelizmente a história é outra e os números (percentagens e deputados) não concedem validade à teoria. É que Syriza (16,27%, 50 deputados) KKE (8,36%, 26 deputados) e Esquerda Democrática (6,04%, 18 deputados) ficam a 57 deputados da maioria absoluta. Mesmo que o Syriza estivesse em 1º lugar e arrecadasse os obscenos 50 deputados extra que esse lugar lhe daria, ainda ficavam a faltar 7 para que tal coligação pudesse governar.

Também não deixa de ser curioso que aqueles que por cá sonham com um “PS de esquerda” não considerem a possibilidade de se juntar aos “socialistas” lá do burgo – PASOK e continuem a apostar todas as fichas na cisão das fileiras alheias.

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