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Ao prometer hoje que até 2014 “Caminhamos rapidamente para a redução em 43% da despesa pública e esta será uma redução sem precedentes”, Passos Coelho anunciou a vontade expressa de alterar a ordem constitucional, sem ter anunciado qualquer proposta de revisão constitucional.

Sabendo que a revisão da constituição exige a votação favorável de 2/3 dos deputados, Passos Coelho não arrisca propor a extinção do Estado Social e dos serviços públicos garantidos pela Constituição da República, mas anuncia a sua extinção por via orçamental, com o beneplácito do PS e esperando a benção da Presidência da República.

É que uma redução da ordem do que foi anunciado hoje no parlamento só pode ocorrer se o Estado alienar a sua participação e intervenção directa na Saúde, na Educação e na Segurança Social, reduzindo a sua esfera de acção aos limites do Estado exíguo, que apenas garante as funções de Segurança e da “Soberania”, formal e limitada, que nos reserva a UE e as instâncias económicas supranacionais.

É contra isto que se torna indispensável uma forte mobilização para todas as formas de luta em que teremos que nos envolver, não esquecendo nunca que

QUEM LUTA NEM SEMPRE GANHA,

MAS QUEM NÃO LUTA PERDE SEMPRE

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