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cartaz_greve_geral_2011

Numa altura em que o governo não tem o menor pudor em alterar a Constituição da República através da política do facto consumado, resta aos cidadãos que não se conformam, que se dizem indignados, que sentem na pele e no osso quanto doem as medidas de austeridade impostas, reunirem todas as forças necessárias e canalizá-las numa luta comum contra o mesmo inimigo.

As recentes e quase diárias afirmações de ministros e secretários de estado são a prova inequívoca de que o governo de Passos Coelho é um perigo para o país, para a soberania e a independência nacional e um inimigo declarado dos trabalhadores e das classes mais desfavorecidas da população portuguesa.

Exemplos de frases assassinas não faltam. Desde o 1º ministro a anunciar o empobrecimento do país como solução para a crise do capital, até às afirmações do ministro da economia defendendo as posições da CIP sobre o roubo dos salários através do aumento não remunerado dos horários de trabalho, passando pelo convite do secretário de estado da juventude à emigração dos jovens mais qualificados e pelo anúncio peremptório do ministro da educação de que as poupanças no seu sector se farão à custa do desemprego docente e da sobrecarga de trabalho para os que tiverem “a sorte” de ter horário, o catálogo é imenso.

Não fosse sabermos que estes governantes, a soldo do capital apátrida, contam com a divisão dos trabalhadores e com o medo que se adensa na sociedade, poderíamos até pensar que estes anúncios se inseriam numa campanha de mobilização para a Greve Geral de dia 24.

É por isso que nas próximas três semanas se torna tão necessário e urgente que todos os trabalhadores, e todos os restantes portugueses que não estando actualmente a exercer uma actividade laboral por estarem desempregados e/ou reformados, se unam no essencial e ultrapassem diferenças que, neste momento, apenas beneficiam o inimigo comum.

É fundamental ultrapassar o medo e o individualismo que nos faz supor que poderemos “escapar entre os pingos da chuva”.

Temos que engrossar os protestos e manifestações que se vão realizar um pouco por todo o país, e já no dia 12 com a manifestação da Administração Pública.

manif 12nov

E continuar a mobilização para que no dia 24 de Novembro o governo e os seus mandantes saibam que não temos medo, não iremos trabalhar e estaremos com os portugueses que não se conformam com “o estado a que isto chegou” nas concentrações que se irão realizar de norte a sul do país.

E tudo isto é tão mais necessário quanto vamos tendo notícia de que as “inevitabilidades” a que nos condenam estão a arrastar a Grécia para a miséria e a dependência absoluta, sem que esse facto altere o fim previsível do Euro e da miragem europeia que foi vendida ao mundo por um bando de charlatães, ao longo das últimas décadas.

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