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Nuno Crato reaparece hoje, em grande, no Público, fazendo a única coisa que sabe realmente fazer: DEMAGOGIA.

Uma prova evidente do uso abusivo da demagogia, da mentira e da leviandade pode encontrar-se numa afirmação sem qualquer suporte científico como: «No 9.º ano a maioria dos jovens já domina os computadores perfeitamente e é questionável que seja necessário ter uma disciplina de TIC»

A ideia que se pode extrair de uma entrevista editada em três páginas, mas cujo conteúdo dificilmente encheria duas, é a de que Nuno Crato gostaria de transformar o ministério da educação numa espécie de agente financiador da iniciativa privada no campo da educação.

Isso fica patente na forma como se refere à Parque Escolar, cuja existência é compreendida e aceite desde que o esbanjamento de dinheiro não cause escândalo.

Do mesmo modo, o ministro também declara que vê com bons olhos o alargamento dos contratos de associação, nos quais o ministério financia privados para que estes fiquem com parte significativa dos salários do pessoal, que deixará de figurar nas folhas de pagamento do Estado.

Ao contrário do que algumas almas “bondosas” e “ingénuas”, que proliferam no seio da classe docente, andam a espalhar pelos blogues e caixas de comentários fazendo coro com o ministro, Nuno Crato sabia muito bem ao que vinha e para que vinha – privatizar a educação em nome de uma liberalização do serviço público de educação.

Todos sabemos onde nos levaram anteriores liberalizações de serviços públicos, desde a comunicação social até à energia e às telecomunicações: lucros para os accionistas e degradação do serviço para os cidadãos.

Foi para levar a cabo essa tarefa que Nuno Crato foi contratado para a equipa neoliberal de Passos Coelho. Até ao momento o manager tem todos os motivos para se orgulhar da contratação.

 

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