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O ataque ao trabalho e à dignidade do seu valor constitui a característica essencial do capitalismo selvagem, de que a escola de Chicago e o seu guru Milton Freadman representam o expoente máximo.

Num governo cuja admiração basbaque do primeiro ministro encontra nas teses neoliberais freadmanitas o alfa e o ómega da governação, o predomínio do darwinismo económico, cujos guardas avançados são os 4 cavaleiros independentes do apocalipse, conduz-nos inexoravelmente à desvalorização do salário e do valor do trabalho, para garantir maior e mais fácil acumulação de riqueza pelos detentores do capital.

Deixados à vontade, e sem uma firme oposição da classe trabalhadora, os capitalistas e as suas marionetes no governo tudo farão para apagar da lei os direitos dos trabalhadores, tão duramente conquistados ao longo de décadas de luta.

O que se está a passar neste momento, no que à contratação de professores que vão assegurar necessidades permanentes das escolas públicas diz respeito, configura um caso exemplar de esbulho dos direitos desses profissionais, condenados a “trabalhar à peça” e libertando o patrão “estado-forte-com-os-pobres-e-fraco-com-os-ricos” da obrigação de lhes pagar os meses de Julho e Agosto. É que nas condições contratuais agora impostas, os professores com contratos renováveis mensalmente serão descartáveis logo que façam a última reunião de avaliação, que este ano lectivo terá lugar lá pela segunda quinzena de Junho.

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