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Depois de 4 aumentos de impostos anunciados pelo governo e sentidos nos bolsos dos portugueses, apesar das juras feitas pelo candidato Passos Coelho antes de ser empossado 1º ministro, ficamos hoje a conhecer as primeiras medidas de emagrecimento do estado que este governo vai levar a cabo.

Não, não se iludam as boas almas que acreditavam que PSD e CDS iam fazer diferente do que durante 6 anos andou a fazer o PS de Sócrates. Este governo não vai cortar em gastos supérfluos com conselhos de administração de empresas criadas para satisfazer negócios e gestores privados com cartão rosa, laranja ou azul, através da duplicação das tarefas que competem ao Estado. O que Vítor Gaspar vai anunciar são cortes na componente social da missão do Estado, em particular na Saúde, Educação e Segurança Social, depois de ter começado a preparar a saída do sector dos transportes públicos ao aumentar brutalmente as tarifas, de modo a tornar as empresas do sector mais atraentes para os interesses privados.

Como era previsível, e em devido tempo a FENPROF alertou, as medidas que o governo preparou para a educação e a escola pública só podiam traduzir-se no desemprego de milhares de professores contratados.

Desta vez o governo, e os partidos que o apoiam, teve a decência de não fazer afirmações como as de Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates quando, para descredibilizar os números do desemprego docente divulgados pela FENPROF, tiveram o descaramento de dizer que quem não tinha obtido colocação eram “apenas candidatos a professor”. Ao que parece essa missão de desvalorização do problema dos 35.000 professores não colocados está agora a cargo de alguns amigos e simpatizantes blogosféricos, que a seu tempo reproduzirão em entrevistas à comunicação social a ideia de que este desemprego «não é a hecatombe anunciada» e que no fundo os sindicatos de professores se limitam a «alimentar o psicodrama das colocações dos professores».

Por tudo isto, mas também porque os cortes na saúde e na segurança social afectam todos os trabalhadores e, de forma mais grave ainda, os professores que ficaram sem trabalho e sem salário, no dia 16 de Setembro vamos protestar contra esta forma de poupar dinheiro à custa dos professores e dos recursos humanos.

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