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durante a última semana muito se falou sobre os tumultos que se verificaram em diversas cidades inglesas.

A comunicação social, de freio apertado pelo capital e controlada por capatazes atentos e submissos, encheu as primeiras páginas com imagens de violência gratuita, desordem e vandalismo, apagando da fotografia a gota de água que fez transbordar um copo demasiado cheio, havia demasiado tempo. De repente passou a falar-se de gangs geridos por tecnologias da moda, retirando de cena a violência de uma morte, não explicada, de um cidadão às mãos de um polícia.

A coisa tomou até proporções ridículas quando um jornal apontou como responsável pelos tumultos londrinos um jogo de vídeo. O que sempre é mais interessante para os capitalistas e seus boys de serviço do que reconhecer que há muito vinham criando o caldo de cultura necessário ao crescimento de um lumpen, que agora lhes propicia o argumento para incrementar a repressão sobre a classe trabalhadora.

É com medo da tomada de consciência social que Cameron quer controlar as redes sociais na Internet, tentando impedir que os cidadãos se organizem e lutem por causas, como sugere a cidadã que coloca o problema na sua dimensão correcta neste vídeo:

E é por estarem ao serviço dos interesses da classe dominante que a generalidade dos jornais não dá destaque a noticias como a da mobilização de cidadãos politicamente conscientes de que a solução não é mais polícia ou cortes, mas sim trabalho e educação e que apenas é referida no JN de hoje

JN - 14 agosto

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