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Na proposta entregue por Nuno Crato aos sindicatos de professores há uma omissão positiva e uma novidade destinada a obter o apoio de uma parte significativa dos professores no activo.

A omissão positiva é a que se refere ao fim das bonificações para efeitos de concursos de professores associadas às classificações de Excelente e Muito Bom. Pode aplaudir-se esta medida, esperando que não seja retomada em sede de legislação sobre concursos.

A novidade é a isenção de avaliação para os professores do 8º e 9º escalões (actualmente não há ninguém no 10º). Trata-se de uma medida que visa diminuir o número de eventuais contestatários, retomando (sem o explicitar) o conceito de professor titular.

Independentemente de cada um se sentir beneficiado ou prejudicado com estas duas medidas, uma coisa fica clara – trata-se de diminuir o número de professores a avaliar, reduzindo o número de aulas a observar e atenuando a pressão sobre a formação da bolsa de avaliadores.

Isto traduz-se em redução da despesa com estes professores-avaliadores e decorre do facto de Nuno Crato ter uma visão da educação em que a prestação de contas se deve centrar nos resultados e não nos processos. Desse ponto de vista pouca importância atribui à observação das aulas e o seu modelo só verá a luz do dia no dia em que instituir exames a todas as disciplinas, de preferência em todo os anos de escolaridade, i.e., no dia de sãonuncàtarde.

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