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Quem passa por este blogue sabe que as minhas expectativas sempre foram baixas, relativamente ao ministro da educação e à possibilidade deste governo devolver à escola pública a democracia e os meios necessários para que possa cumprir a missão que lhe está atribuída constitucionalmente.

Sempre me pareceu claro que o governo PSD/CDS, ainda por cima voluntariamente amarrado às condições do memorando com a troika, foi criado para dar continuidade e aprofundar as políticas neoliberais, desenvolvidas nos últimos anos pelos governos de Sócrates.

Para muitos professores hoje é um dia de expectativas elevadas quanto à proposta de ADD, que Nuno Crato se comprometeu a entregar aos sindicatos de professores. Acontece que hoje é também o dia em que conheceremos a primeira avaliação da troika em relação ao desempenho do governo; e o dia em que outro dos “independentes neoliberias” do elenco governamental – Vitor Gaspar – vai dar a conhecer como pretende cortar mais mil milhões de euros nas despesas do Estado.

Integrado nesse espírito de “poupança a bem das contas do Estado”, o ministério da educação anunciou o fecho de 297 escolas do 1º ciclo e o aumento de 24 para 26 do número máximo de alunos por turma.

Tendo em atenção o carácter de comissão liquidatária do estado social e dos serviços públicos que o governo assumiu desde o início, as baixas expectativas com que aguardo a proposta crática de ADD estão reduzidas a uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, i.e., manter-se-ão as quotas e os objectivos de controlo da despesa com que foi lançada a ADD de Maria de Lurdes Rodrigues, da mesma forma que se manterá o modelo de gestão tendencialmente autocrático e centralizador que criou.

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