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Se for cumprido o prometido, na próxima sexta-feira Nuno Crato entregará aos sindicatos de professores a sua proposta de modelo de ADD. Não se sabe bem o que é que será proposto, embora não faltem por aí palpites. Também não se sabe bem onde estarão a inspirar-se os produtores deste novo modelo, embora seja possível que tenham procurado informar-se fazendo uma cuidadosa revisão da literatura sobre a avaliação de professores existente e praticada em muitos países.

Um documento que talvez tenham lido é um estudo que Marlene Isoré realizou para a OCDE em 2009 e que está disponível nos Education Working Papers, com o título “Teacher Evaluation: Current Practices in OECD Countries and a Literature Review“.

Neste estudo a autora debruça-se sobre alguns modelos de avaliação de professores, que agrupa em quatro grandes categorias:

  1. Avaliação de professores com objectivos de prestação de contas e ligação a remuneraçõesDistrito de Cincinati [Milanowski, 2004]
  2. Avaliação de professores com fins formativos como parte de políticas escolares mais amplas: 2a – Finlândia [Unesco, 2007]; 2b – Inglaterra [Ofsted, 2006; TDA, 2007]
  3. Conciliação de objectivos de prestação de contas e formativos numa abordagem compreensiva: Chile [Avalos e Assael, 2006]
  4. Avaliação de professores assente em procedimentos burocráticos: França [Haut Conseil de l’évaluation de l’école, 2003; Pochard, 2008]
Em próximos posts, e antes de sexta-feira, colocarei aqui cada um dos casos e respectivos exemplos.