Etiquetas

,

Já há alguns meses que a Fenprof vem alertando para a possibilidade de milhares de professores contratados ficarem sem trabalho porque a organização do trabalho nas escolas deixou de ter como prioridade critérios de natureza pedagógica e passou a obedecer a uma lógica estritamente económica/financeira.

Essa foi uma opção de natureza ideológica tomada pelo governo anterior, a que as orientações igualmente neoliberais do actual governo vieram dar continuidade.

Até há algum tempo os arautos da diferença que constituiria a chegada ao governo do PSD/CDS e do novo ministro Nuno Crato tentaram desvalorizar os alertas da Fenprof, isolando cada uma das diferentes medidas que estão a contribuir para a situação de catástrofe.

No entanto a realidade acaba sempre por se impor aos desejos do mais fervoroso adepto e o efeito conjugado do Despacho n.º 5328/2011, de 28 de Março com o encerramento de centenas de escolas, a fusão de agrupamentos, a extinção da área de projecto e as alterações no estudo acompanhado, a diminuição dos créditos horários das escolas e do crédito para o desporto escolar, a extinção das EAE’s e o regresso dos destacados às escolas, tudo isto acabou por implicar a existência de um número indeterminado de horários zero que obrigam professores dos quadros a concorrer a DACL, ocupando os poucos horários que sobrariam para contratados. Este é, de resto, um dos objectivos da tão reclamada racionalização de recursos a que obedece a política dos governantes deste e dos anteriores governos.

Anúncios