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O ministro da educação foi ao parlamento esclarecer diversas questões perante os deputados da Comissão Parlamentar de Educação Ciência e Cultura. Pude assistir a uma pequena parte da intervenção de NC e, numa apreciação genérica, chamou-me a atenção o sorriso fácil (quiçá nervoso) com que o ministro arredondou o discurso, num registo bastante semelhante ao que utilizava no Plano Inclinado que lhe serviu de rampa de lançamento em direcção à 5 de Outubro.

Deixando de lado essa questão de imagem (inaugurada e aperfeiçoada ao limite pelo governo anterior), importa ter atenção a algumas respostas que foram dadas pelo ministro.

Uma das mais marcantes foi sem dúvida o reconhecimento, cândido e singelo, de que muitos professores dos quadros terão que concorrer para outras escolas (mobilidade à força) e muitos outros professores contratados não terão horário para trabalhar em Setembro. Na prática estes professores, que podem trabalhar há mais de uma dezena de anos para o ministério da educação, irão inevitavelmente engrossar o número de desempregados, embora tecnicamente não sejam empurrados para o desemprego porque o ministério nunca estabeleceu com eles um vínculo permanente.

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