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… mesmo que para isso usem toda a espécie de truques para se afirmarem como os maiores do respectivo bairro.

Por muito que o Paulo Guinote ande às voltas e se arme em autor de interpretações autênticas das iniciativas políticas que permanentemente critica e procura enxovalhar, os factos são os seguintes:

  1. Na sexta-feira dia 8 de Julho, ao final da tarde, o deputado do PCP Miguel Tiago anunciou à comunicação social que o grupo parlamentar do PCP iria apresentar um projecto de lei para revogar a ADD;
  2. Na segunda-feira dia 11, cumprindo o anunciado, o grupo parlamentar entregou na AR o Projecto de Lei 12/XII;
  3. A partir da divulgação da concretização da iniciativa diversos professores/bloguers, entre os quais se destacou claramente PG, decidiram que o projecto apresentado era um disparate porque padeceria de inconstitucionalidades semelhantes à do projecto aprovado em Março;
  4.  Como desde sempre ficou claro, e de resto consta do Projecto de Lei 12/XII, o princípio da negociação colectiva nunca foi posto em causa pela iniciativa (vide art. 2º – Processo de negociação colectiva), apesar de esse ter passado a constituir o novo argumento do ilustre interprete, quando o argumento anterior perdeu consistência;
  5. Hoje, escamoteando o facto de o Projecto de Lei 12/XII ter entretanto baixado à Comissão de Educação, Ciência e Cultura para discussão na especialidade, o que ocorrerá amanhã dia 26 depois da 15 horas, PG diz que não dá a outra face e imagina-se, qual Quixote, esbofeteando os inúmeros moinhos de vento que lhe povoam a cabeça;
Retomando uma velha brincadeira de juventude, entre a malta da minha rua, apetece-me dizer: deixá-los “falá-los” que eles “calarar-se-ão”, pobres diabos…
É que ao contrário do que o grande educador da classe docente acha e se atreve a escrever, o Projecto de Lei 12/XII não foi retirado e não foi chumbado na generalidade, tendo baixado à comissão que, ela sim, decidirá do mérito ou demérito da iniciativa.
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