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A notícia que dei ontem, de que a proposta do PCP vai ser discutida e votada no próximo dia 27, provocou entre os professores que frequentam a blogosfera docente reacções diferentes e, nalguns casos, bastante curiosas.

Se em muitos casos a reacção foi de satisfação (com maior ou menor comedimento, porque os partidos que apoiam o governo podem mudar o sentido de voto em relação a Março), o caso do Paulo Guinote e de uns quantos seguidores mais fundamentalistas configura o desespero absoluto, por terem percebido que a iniciativa é meritória e pode dar o empurrão definitivo para o enterro do monstro que MLR deu à luz em 2008. E permitir que o PCP e a FENPROF tenham razão e encontrem a solução para um dos problemas dos professores é coisa com que estes quixotes do séc. XXI não se conformam.

Para esta espécie de “gauleses contra os comunistas” todo e qualquer argumento serve desde que se situe na linha da ridicularização das ideias defendidas pela FENPROF. Até o argumento da defesa dos direitos de negociação que a federação exige e dos quais não abdicará, em circunstância alguma, serve para lançar a confusão na cabeça de gente pouco informada e que parece avessa a ler os originais preferindo ficar-se pela manipulação de “tradutores de meia-tigela”, que usam a má-fé para retorcer declarações alheias.

No fundo tudo se resume a que Paulo Guinote acha que é o especialista supremo em matéria de direitos dos professores, certificação dos direitos de representação da classe e produção de um discurso passível de ser veiculado para a opinião pública. Se alguém tiver o “topete” de avançar com alguma ideia que perturbe este status quo, logo o Guinote se levanta e arrasta atrás de si a turba ignara (mas bem amestrada) fazendo um chavascal blogosférico de todo o tamanho. E isso claro que é notícia!

Por isso, e porque a perspectiva da tença ainda não se esboroou por completo, o Guinote ontem tinha que mostrar serviço. Mais uma vez bem que se esforçou inventando argumentos, e percorrendo algumas linhas discursivas paralelas, à medida que as falácias iam sendo desmontadas. Regista-se o esforço e dedicação à causa. Creio que os olheiros laranjas estarão atentos.

De resto Paulo Guinote ainda teve, a certa altura, o consolo de um sindicalista assumidamente amarelo. O Arlindo veio em defesa do desesperado, trazendo para cima da mesa a novidade de que antes de dia 27 o governo irá resolver o problema da ADD.

Todos folgamos em saber que (se for verdade) Nuno Crato tem na manga a verdadeira solução para a avaliação, embora alguém tenha tido que interromper a sua estadia no estrangeiro para diminuir o impacto da iniciativa do PCP. Agora resta-nos aguardar que o cabo que será alegadamente dobrado antes de dia 27 seja o “da Boa-Esperança” e não o da continuação “das Tormentas”.

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