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O DN de domingo deu à estampa uma “notícia” feita à medida para “compor” a imagem do ministro Crato, um pouco abalada entre muitos dos seus crentes devido ao facto de não ter ainda anunciado a “morte matada” da famigerada ADD.

Não podendo (ou não querendo) anunciar a suspensão imediata dos efeitos da ADD em curso, resta ao ministério de Crato encontrar alguns anúncios que apazigúem as hostes e proporcionem a boa imprensa que não pode faltar. Até porque se adivinham tempos difíceis, tão logo muitos milhares de professores descubram que em Setembro não têm horário.

Logo alguns neo-spin doctors se colocaram em bicos de pés, afirmando com toda a convicção que o “não fecho” das tais 654 escolas é a prova da bondade das políticas cratistas. É até a única medida anunciada sobre a qual é possível avaliar o trabalho de Nuno Crato.

Por mim declaro que fico agradado com a ideia de se reavaliar o plano da rede escolar. Mas já não fico tão satisfeito com o anúncio, incluído na mesma medida, de que a racionalização passa pelo fecho de escolas, sem que se anunciem simultaneamente os critérios em que assentará tal fecho.

Tudo visto e revisto, a medida anunciada acaba por deixar tudo mais ou menos na mesma. Quanto mais não seja porque fica no ar a suspeita de que esta “reavaliação” pode ter algo a ver com a penúria orçamental em que vivemos. Se por um lado ficamos a saber que a requalificação do parque escolar (menina dos olhos de Sócrates e das construtoras associadas à Parque Escolar, E.P.) pode ficar a meio por falta de financiamento, por outro Fernando Ruas, presidente da ANMP, já informou que concorda com a reavaliação do fecho das escolas, mas apenas nos casos em que não haja dinheiro para concluir os novos centros escolares.

Como se vê, coreografias e coreógrafos há-os para todos os gostos.

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