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Nos meus tempos de escola havia uma figura bem conhecida da malta – era o “graxa”.

O “graxa” era o tipo seboso, um verdadeiro filho de puta para os colegas, sempre pronto a bajular o(s) professor(es) para obter uma menção ou uma nota a que nunca teria direito apenas pelo seu mérito académico.

Na sociedade rasca e pequenina do tempo da “outra senhora”, o “graxa” lá ia conseguindo os seus intentos e normalmente acabava por conseguir um belo emprego num banco, numa repartição pública ou, nos casos em que a inteligência não dava para mais, como colaborador, vulgo “bufo”,  da polícia do regime.

Hoje, embora os tempos sejam outros, continua a haver quem se dedique à nobre tarefa de “abrilhantar” egos de gente com poder, na expectativa de obter passaporte para algum “mega-coiso” com vista para um sol dourado.

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