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… convém recordar que o Boato é a arma da reacção e o Voto é a arma do Povo.

Dir-me-ão alguns amigos que agora, ao retomar slogans datados e que nada dizem a muitos jovens, é que pirei de vez.

Talvez tenham razão, mas ainda assim é a única coisa que me ocorre dizer, ao ter que responder a tantos colegas sobre a magna questão da promulgação presidencial da suspensão da ADD.

O semanário Sol, um dos jornais de referência do Estado a que a Nação chegou, publicou uma “notícia” pondo em dúvida a promulgação do diploma, o que colocou milhares de professores à beira do pânico, uma semana depois de enormes festejos.

A perplexidade de muitos professores encontrou expressão em alguns blogues como nos Professores Lusos, Octávio V. Gonçalves, Profblog, ou Umbigo. Mas a verdade é que a maior parte das pessoas não leu os argumentos aí apresentados, e a dúvida e o medo fizeram o seu caminho durante o fim de semana.

É esse o efeito desejado por quem espalha boatos. Instalar entre as pessoas o medo que as leva a tomar atitudes pouco pensadas. Hoje, ao chegar à escola, mais do que ouvir uma pergunta: «o presidente promulga ou não a suspensão da ADD?», confrontei-me com muitos colegas que afirmavam, desconsolados: «Afinal a avaliação continua. Vamos ter que continuar a fazer tudo na mesma.» Até já havia quem afirmasse que o veto presidencial era assunto encerrado, por ter lido ou ouvido, algures, que o presidente tinha que ter promulgado o decreto até sexta-feira (dia em que o boato se espalhou).

Tentando acalmar as hostes, lá fui explicando que o presidente tem 20 dias para promulgar ou vetar qualquer diploma. E que os 20 dias se contam a partir da data de recepção do documento e não da sua aprovação pelo órgão competente, o que significa que ainda faltam muito dias para esgotar tal prazo.

Foi, pois, nestas circunstâncias que me vieram à memória as tais frases batidas:

O boato é a arma da reacção e o voto é a arma do povo.

Dia 5 de Junho é o 1º dia do resto das nossas vidas 

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