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Há três anos atrás a Islândia foi à falência, o FMI e alguns países europeus injectaram alguns milhões para salvar o dinheiro dos seus cidadãos que tinham dinheiro aplicado em bancos islandeses, e ditaram a aplicação de juros usurários aos cidadãos islandeses, que em nada tinham contribuído para a crise.

Depois de uma reacção determinada da população o governo conservador acabou por ser substituído por uma coligação de centro esquerda. No terceiro trimestre do ano passado  a Islândia saiu da recessão, mas entretanto os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido acordaram que seria o governo islandês a desembolsar o valor total das indemnizações pagas aos cidadãos holandeses e ingleses – que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. Quando há um mês atrás o parlamento aprovou o “negócio” os islandeses voltaram a sair para a rua e obrigaram o presidente a não promulgar a lei e a convocar um referendo que, de acordo com as sondagens, levará à rejeição da lei por uma margem folgada.

Estas notícias “não são notícia” na imprensa portuguesa, nem na generalidade das imprensas europeias. É que os “donos do dinheiro” até podem fechar os olhos a um pequeno país, cuja dívida não ultrapassa os 2 mil milhões de dólares. O que não podem é aceitar que o exemplo se espalhe, e que outros cidadãos de outros países se recusem a ser roubados, para pagar os desmandos de quem apostou nos casinos financeiros e quer que sejam os trabalhadores a pagar essas perdas.

É por isso de saudar a notícia do Ionline, onde podem obter mais informação.

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