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Hoje tive um dia demasiado ocupado para poder acompanhar as notícias, fosse sobre política geral, fosse sobre as políticas educativas, em particular.

Já ao final da tarde, antes do início da sessão pública em que participei, tive notícia de que, finalmente, o PSD se juntou à restante oposição na decisão de parar a ADD. Mais vale tarde do que nunca e, por isso, esta é uma boa notícia.

Afinal, se o modelo de avaliação idealizado por Lurdes Rodrigues e retocado por Alexandre Ventura ainda está de pé é porque muitos escolas continuaram a tentar realizar o irrealizável, e o PSD sempre se colocou ao lado do PS na defesa do modelo. E se alguém tem dúvidas sobre o assunto, convém recordar que há menos de três meses o PSD juntou os seus votos contra aos do PS, para chumbar um projecto em tudo idêntico ao que se prepara para aprovar amanhã.

Não deixando de reafirmar que se trata de uma boa notícia, não posso ainda abrir nenhuma garrafa de champanhe. É que, neste momento, a chave do fim desta ADD está nas mãos do presidente uma vez que, se este assinar um decreto de dissolução da AR nos primeiros dias da próxima semana, pode não haver tempo para a produção de efeitos de uma votação favorável, pois os projectos aprovados têm que passar à especialidade antes da sua votação final em plenário.

Resumindo, vão pondo as garrafas no frigorífico, mas não as ponham no congelador, não vão rebentar antes de tempo.

Não sei se o que aqui deixo escrito responde aos comentadores que sugerem que eu engula o que escrevi, ou que tenha cuidado com as pedras que me caiam na cabeça.

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