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No próximo dia 12 vão realizar-se três manifestações, sendo que uma no Porto e outra em Lisboa foram convocadas e são dinamizadas, através do Facebook, por três jovens que se reconhecem como fazendo parte de uma “Geração à Rasca” por causa da precariedade, dos falsos recibos verdes, dos salários de exploração e por condições de trabalho que remontam à exploração capitalista desenfreada do tempo da revolução industrial.

A outra manifestação foi convocada pela FENPROF e visa congregar e mobilizar os professores contra todas as políticas educativas que precarizam o trabalho docente, desprofissionalizam a profissão e agravam as condições em que a escola pública deve cumprir a sua missão de prover uma educação de qualidade para todos as crianças e jovens que vivem no nosso país.

Não me parece que as duas manifestações de Lisboa façam concorrência uma à outra, muito embora acredite que haja muitos professores que gostariam de estar em ambas. Eu próprio iria à manifestação feicebuquiana, para prestar a minha solidariedade e apoio aos jovens que sentem na pele o resultado da agressão capitalista conduzida pelos ideólogos do neoliberalismo, caso não tivesse outros motivos tão fortes como os deles para me manifestar e estar presente no Campo Pequeno.

As condições sociais e políticas, em que os portugueses vivem hoje em dia, desrespeitam de tal modo os direitos dos trabalhadores que estão criadas as condições para que as duas manifestações ultrapassem claramente os objectivos de quem nelas vai participar. Por um lado os professores deverão, mais do que encher o Campo Pequeno, fazê-lo transbordar para a Avenida da República e inundar a 5 de Outubro, numa tomada simbólica do Ministério. À mesma hora os jovens, que não se resignam a ser desgovernados por quem apenas se move pelo lucro e a ganância, devem encher a Avenida da Liberdade e a Praça da Batalha, para dizer que também têm direitos e exigem ser respeitados.