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Apesar de todas as evidências e dos esforços do deputados que, na Assembleia da República, não desistem de defender uma solução justa e transparente para a avaliação dos professores, a direita portuguesa e o seu aliado de sempre voltaram a reprovar uma proposta de resolução que recomendava a suspensão do actual modelo de avaliação.

É esse o teor de um mail, assinado pelo deputado do PCP Miguel Tiago, que me foi reenviado:

Lisboa, 7 de Janeiro de 2011

Exmos. Senhores,

Depois de CDS e PSD se terem juntado ao PS na rejeição das propostas de alteração do PCP ao estatuto da carreira docente, na passada semana, eis que novamente essa aliança se afirma na discussão do Projecto de Resolução do PCP para a suspensão do processo de avaliação de desempenho docente. Numa altura em que as escolas, os professores e os órgãos de gestão se encontram assoberbados e confrontados com um processo de avaliação inútil e injusto, a suspensão dos procedimentos de avaliação e a abertura de uma fase de negociação sindical para um novo modelo, impunha-se.

Tal era o conteúdo da proposta do PCP que mereceu a abstenção do CDS e os votos contra do PSD e do PS. O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português continuará, independentemente da pouca atenção mediática sobre a matéria, a intervir de forma combativa para a defesa da Escola Pública e dos direitos de quem a constrói diariamente com o seu trabalho. Por isso, num momento em que as estruturas sindicais de professores afirmam a luta como o caminho para derrotar as políticas do Governo PS, o Grupo Parlamentar do PCP reafirma a sua solidariedade para com essa justa luta, confirmando-se como o Grupo Parlamentar que, em todas as alturas, se destaca na primeira linha  dessa luta no quadro parlamentar.

Com os melhores cumprimentos,

Miguel Tiago

Deputado