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… e se dúvidas restassem, bastaria estar atento à reivindicação do patrão da associação do ensino privado, que não tem pejo em insinuar que o governo deve também decretar a redução salarial para os professores que trabalham nesse sector:

«Os estabelecimentos de ensino privado e cooperativo afirmam que a proposta do Governo para os contratos de associação não chega para pagar os salários aos docentes destes colégios, que não podem, como o Governo, reduzir ordenados e congelar progressões.

“Os colégios que estão aqui em apreço têm um corpo docente estabilizado e já com um nível de vencimento bastante elevado”, disse à agência Lusa o presidente da associação do sector (AEEP), defendendo que uma alteração profunda necessita de meios para ser concretizada.
“O Estado faz congelando carreiras e baixando ordenados. O privado não pode fazer, a não ser que o Governo o decrete”, afirmou João Alvarenga, criticando o processo de alterações ao estatuto do ensino particular e cooperativo.»

Se há, entre os professores, quem ache mal que os professores se juntem às lutas dos restantes trabalhadores portugueses, a posição clara deste representante do capital deveria fazer perceber que a luta de classes não acabou, apesar da queda do muro de Berlim ter acontecido há mais de 20 anos.

Essa é a prova que não só os professores do ensino público têm motivos para estar na Greve Geral. Também os professores do ensino particular devem juntar-se a esta jornada de luta e todos juntos conseguirmos encerrar

Escolas Públicas e Colégios na Greve Geral de dia 24 de Novembro


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