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Que o governo do PS continue a usar de todos os golpes, mesmo os ilegais, para meter descaradamente a mão no bolso dos portugueses (e dos professores em particular) já não me admira nada. Afinal, segundo um dos sábios economistas da nossa praça, o PS está autorizado a continuar o regabofe até Março, pois «Considerando que o atual governo não sobreviverá “para lá de março”, Nogueira Leite admitiu que o próximo Primeiro-ministro “poderá ser” Pedro Passos Coelho, “se não cometer muitos erros”. Mas o dirigente do PSD não excluiu a possibilidade do PS voltar a ganhar as eleições, embora julgue que “não é provável”.»

Que os jornais, propriedade dos detentores do capital e dos grupos económicos que escolhem os governantes (impondo as soluções que mais lhes agradam à frente dos dois partidos do rotativismo), continuem a intoxicar a opinião pública aproveitando a crónica incapacidade dos governados verem os fios das marionetas que eles manipulam, também não me admira. Afinal é essa a sua natureza e percebe-se que sejam acérrimos defensores do status quo.

Agora, que sejam organizações de professores (e até alguns em nome individual) a pactuar com a ilegalidade ou a dar-lhe honras de veracidade, já me parece de uma total insanidade. É por isso que a leitura integral do comunicado emitido hoje pela FENPROF é imprescindível, para que os professores percebam o alcance do que está em jogo. Aí se alerta para o golpe baixo que o governo está a aplicar, por intermédio da DGRHE, ao destacar

«que se pretenda – criando dúvidas sobre processos anteriores de progressão e levando as escolas a confirmarem situações passadas – a atrasar as progressões previstas para 2010, eventualmente até ao momento em que a Lei do Orçamento imponha o seu congelamento. Contudo, afirmar que milhares de docentes terão de repor verbas e retroceder na carreira não passa de pura especulação. […] No que à situação dos docentes diz respeito é pouco relevante, neste momento, saber se um ou outro progrediu indevidamente e terá de repor dinheiro. O mesmo não se pode dizer das medidas que o Governo do PS, com o acordo do PSD, pretende impor a todos em 2011: reduzir os salários, congelar de novo as carreiras, roubar mais tempo de serviço, aumentar outra vez os impostos, cortar nas verbas de funcionamento das escolas, subtrair mais de 800 Milhões de euros na Educação. Isto é que é importante e deverá merecer dos professores o mais vivo repúdio e a mais forte contestação, quer com uma grande presença na Manifestação do próximo dia 6, quer com uma fortíssima adesão à Greve Geral de 24 de Novembro

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