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Os OCS oficiosos do arco partidário de governo, devidamente acolitados pela UC, preparam-se para explicar aos portugueses que, apesar de estarem esmagadoramente descontentes, irão quase todos trabalhar no dia 24 de Novembro para ajudar a salvar o país das garras do FMI.

Tal como o PSD fez ao aprovar o OE, que jura a pés juntos ser muito mau e não ser para cumprir até ao fim – até porque se prepara para substituir o PS lá para a primavera (apresentando então “o seu orçamento bom”) – os portugueses deverão recusar a participação na greve geral, apesar de estarem conscientes de que se trata de uma greve justa e legítima.

Mas o JN não se fica pelos resultados da “sondagem” da católica. Acrescenta-lhe uma interpretação de lavra própria, que apenas revela o preconceito e a ignorância da realidade do que é o funcionalismo público português.

Ao comparar a alegada adesão dos trabalhadores da administração pública à greve, por contraponto com a alegada relutância dos trabalhadores precários a essa mesma greve, porque alegadamente estes são mais vulneráveis, o JN omite deliberadamente que é na administração pública que a precariedade tem vindo a proliferar, com particular relevância às mãos dos governos P”S”. É também na função pública que as situações de contratos a termo se prolongam por mais tempo, até porque no sector privado não é possível fazê-lo indefinidamente.

Em particular no caso do ensino público, e do ministério da educação, a situação é de escândalo absoluto havendo professores precários (contratados e desempregados) nessa situação há mais de uma década.

Afinal, a quem interessa este tipo de mistificação?

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