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Haja quem se assuma sem rodeios, e declare que avança só, sem esperar que outros se preocupem com as suas tomadas de posição individuais.

As minhas lutas, se assim tiver a pretensão de as designar, serão individuais e apenas individuais. Nem sequer quero com isto influenciar seja quem for. Perdi qualquer avo de confiança no desempenho dos actores negociais tradicionais, aqueles mesmos que aceitaram uma espécie de pacto a favor da eliminação do ruído.

Ao contrário de outros actores, que estão sempre à espera que outros façam o trabalho de casa para depois o poderem cavalgar,

6 – Sendo uma escolha eminentemente individual, a decisão pela desobediência civil só sai reforçada no quadro de uma opção colectiva o mais alargada possível.
7 – O contrário do referido no ponto anterior não é desobediência civil: é suicídio individual que não leva a lado algum.

PG declara que avança sozinho, seja qual for o sentido do seu avanço, incluindo um avanço depois de uma “meia volta volver”.

Estas “estórias” de luta(s) individual(is) e de desobediência(s) civil(s) seriam divertidas, não se desse o caso de estarmos a atravessar uma situação de confronto claro e decisivo entre os detentores do capital e dos meios de produção, por um lado, e os trabalhadores assalariados, por outro.

A escolha do campo não permite “terceiras vias” nem irresponsabilidades. Muito menos que os mais informados e conscientes se acobardem, ou arranjem desculpas de mau pagador.

Dia 6 de Novembro é preciso que os trabalhadores da administração pública dêem uma resposta clara ao ataque da direita. E os professores que trabalham na escola pública, em particular os que enchem a boca a dizer que a defendem, são trabalhadores que exercem funções públicas, por muito que isso lhes custe.

Dia 24 de Novembro será o dia em que os funcionários públicos se juntarão aos outros trabalhadores portugueses. O sucesso da Greve Geral será um passo em frente na luta contra a injustiça e a iniquidade do governo. Tudo o que for feito para menorizar esse sucesso apenas ajudará a aprofundar ainda mais a crise que se abate sobre quem trabalha e não vive de rendimentos.

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