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No sábado passado, conversando com o meu amigo Luís Redes, embrenhámo-nos numa discussão sobre os méritos e virtudes da democracia e sobre a importância de valorizar a opinião das maiorias.

O Luís defende que a legitimidade da opinião maioritária não deve ser contestada, mesmo quando essa opinião não se funda no rigor e na verdade do conhecimento científico. Até mesmo quando a formação da opinião pública é controlada e manipulada pelos detentores do poder. É uma opinião que não partilho com ele e que cada vez me incomoda mais.

Sobretudo quando dou por mim a fazer um pequeno “zapping” televisivo e reparo que o candidato Cavaco Silva, que por acaso é também presidente da república, tem direito a cobertura televisiva directa da cerimónia de recandidatura na RTP1, SIC, TVI, SICN, TVI24 e RTPN.

A isto segue-se a “análise” do discurso, feita pelos peritos do costume, em que as vozes à esquerda do centrão estão liminarmente excluídas.

Em termos de igualdade de tratamento dos 5 candidatos conhecidos, até ao momento, esta forma de democracia parece-me algo “peculiar”. Mas isso sou eu, que desalinho das opiniões “democraticamente” maioritárias.

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