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A barragem de propaganda, com que diariamente somos alvejados nos jornais, nas rádios e nas televisões, serve para convencer as almas mais ingénuas de que é inevitável que os trabalhadores continuem a fazer sacrifícios, para que os donos do dinheiro mantenham e até aumentem os seus lucros.

Sendo inevitável que nem uns nem outros levem bens materiais deste para o outro mundo, a cupidez e ganância de uns conduz, inevitavelmente, à miséria de milhões de outros, nesta vida.

Sendo também inevitável que quem tudo tem não abra mão das suas posses, inevitavelmente haverá necessidade de que os despojados do seu salário e da sua dignidade utilizem todas as armas ao seu alcance, na tentativa de inverter este estado de coisas.

O que nos conduz à evidência de que é inevitável irmos para a rua manifestar-nos e fazermos greves, em vez de nos limitarmos a dizer mal e a esperar por eleições para, eventualmente, mudarmos as moscas deixando a merda no mesmo sítio.

O exemplo francês, país que foi o grande farol do Portugal dos séc. XIX e XX, pode hoje voltar a iluminar-nos:

Este é o dia mais intenso de protestos desde o início das contestações, em Setembro. Esperam-se mais de 240 manifestações ao longo de todo o dia de hoje em França[…] O que começou por ser uma greve dos transportes atingiu outros sectores. Em certas cidades as escolas asseguram os serviços mínimos. […] A greve foi convocada por tempo indeterminado. Para já sabe-se que vai manter-se amanhã

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