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As medidas anti-crise do governo Sócrates, que todos os (ir)responsáveis políticos e económicos dos últimos 30 anos querem ver aplicadas no próximo OE, significam para os professores a denúncia de um acordo que tinha uma componente muito má – a avaliação – e outra que correspondia aos interesses da classe – uma carreira única e o acesso de todos ao topo de carreira, antes de atingida a idade da reforma.

A decisão de impedir toda e qualquer progressão ou aumento salarial (incluindo até os prémios por desempenho) a todos os funcionários públicos, professores incluídos apesar de isso desgostar uns quantos, consubstancia por parte do governo a denúncia do acordo assinado em Janeiro.

Esse acordo foi assinado pelos professores porque o balanço entre uma avaliação má e uma estrutura de carreira melhor que a que vigorava foi considerado positivo. Nesta altura, quando o governo denuncia unilateralmente a parte boa do acordo, só resta aos professores fazerem também a denúncia da parte que nunca foi do nosso agrado.

É por isso que para além da participação maciça na manifestação de 6 de Novembro e na Greve Geral de 24 de Novembro, os professores vão ter que reagir afirmando que

SEM PROGRESSÃO NÃO QUEREMOS ESTA AVALIAÇÃO