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No blogue Caminhos da Escola publiquei alguns textos procurando trazer para o debate algumas das conclusões que a literatura sobre avaliação de escolas e professores tem produzido.

É uma outra forma de discutir a avaliação, para lá do discurso um pouco estafado de que “esta ADD não serve e queremos outra”. É que para podermos passar a níveis mais exigentes do debate convém saber com o que é que estamos a lidar.

Num mundo dominado pelas forças do capital, em que a economia parece ter deixado de ser uma ciência ao serviço dos homens e subordinada à política, passando a ser o centro da vida social e a impor as leis do mercado, naturaliza-se a ideia de que a vertente sumativa da avaliação deve prevalecer.

De resto é a própria ideia da prestação de contas, intimamente associada à visão gerencialista das empresas, que acaba por sobrevalorizar essa componente sumativa da ADD. Esta necessidade de recorrer a mecanismos de “accountability” está relacionada com uma relação assimétrica que é típica do “problema do principal-agente”, bem conhecido da teoria económica.

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