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… é sentado, parado, sustendo a respiração e à espera das condições de pressão e temperatura ideias para o senhor dos Passos reclamar o ceptro governamental, lá para o Outono de 2011.

Logo à tarde, na Assembleia da República, assistir-se-á ao ritualizado debate do estado da nação.

Nos últimos dias e semanas, na comunicação social, têm-se multiplicado programas, debates e entrevistas sobre o estado da nação.

No meio de grandes divergências sobre as causas do estado da nação e sobre as formas de levar a nação a alcançar outro estado, uma coisa parece ser consensual: a incompetência do governo para retirar a nação do estado a que isto chegou…

… e, no entanto, a nação continua tranquilamente à espera que o tempo passe. Sim, o tempo, esse magnífico remédio para todos os males.

Neste caso toda a gente espera, porque ao presidente da república em exercício convém que não se agitem águas antes da sua eventual reeleição; ao candidato Alegre não convém fragilizar demais a máquina partidária que lhe faltou há cinco anos, e que espera que seja eficaz nos próximos meses; ao PS convém ir aguentando o máximo de tempo os lugares que ainda detém no aparelho de Estado, não os entregando aos outros boys senão quando tal for inevitável; ao PSD e ao CDS dá imenso jeito que sejam outros a sujar as mãos com as medidas que há anos gostariam de ter tomado, e nunca tiveram coragem para pôr em prática, além de lhes dar alguma segurança extra a possibilidade de só chegarem ao poder com Cavaco reeleito.

É assim que o país vai definhando, os protagonistas se vão preparando e os portugueses têm que aguentar o agravamento da crise económica e social, apenas porque isso convém ao cálculo partidário mais rasteiro e à manutenção no poder dos mesmos de sempre.

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