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Ontem, a propósito do post do Ramiro Marques que citei anteriormente, fiz no ProfBlog dois comentários.

O primeiro foi publicado, como acontece sempre que envio comentários para lá, uma vez que o Ramiro modera mas não censura comentários apenas porque discorda do seu conteúdo (mantenho com ele uma enorme mas civilizada diferença de perspectivas sobre a educação e a escola, fundada em posições ideológicas e doutrinárias distintas e numa relação de boa educação).

Já o segundo comentário deve ter-se perdido na rede e talvez não venha a ser encontrado.

Porque a ideia que quis transmitir é algo que acho muito engraçado, vou tentar reconstituir o texto, provavelmente não na forma original, mas mantendo a linha de raciocínio com que escrevi ontem o comentário desaparecido.

“Telmo e Ramiro,

«O seu conhecimento profundo dos problemas e dos estrangulamentos da Educação poderiam fazer dele um bom ministro da Educação.»

Acho muito engraçado que os professores do ensino básico e secundário considerem que especialistas que estudam a escola e a educação não percebem nada do assunto, porque há muitos anos que não dão aulas nesses níveis de ensino, mas considerem alguém (Nuno Crato) que tem no currículo dois anos de leccionação no ensino secundário (há quase 3 décadas atrás) é um profundo conhecedor dos problemas e estrangulamentos da educação.

Quer dizer, quem dedicou uma vida a estudar os problemas do ensino e da escola, quer em centros de investigação, quer na formação de professores, não percebe nada e um indivíduo que deu aulas numa escola secundária em 1980/82 e, depois disso, passou grande parte da sua vida profissional no estrangeiro, leccionando no ensino superior, já é um grande conhecedor da matéria.”

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