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Para José Sócrates a obsessão com o défice, e com a forma de o reduzir, transformou a Escola Pública e os professores na raça a exterminar.

Se durante o governo anterior não precisou de tomar em mãos a condução da política de extermínio da escola e dos professores, sobretudo porque uma máquina de propaganda poderosa permitiu que MLR tivesse governado em estado de graça durante o período de produção legislativa mais intenso e profícuo, ao sentir que o seu fim se aproxima Sócrates não quer que os seus inimigos de estimação lhe consigam sobreviver.

É por isso que, num último assomo de voluntarismo, o 1º ministro resolveu assumir pessoalmente a condução do processo de extinção de escolas, de horários de professores e até, imagine-se, dos lugares de alguns dos mais fiéis executantes das suas políticas educativas – os directores, subdirectores, adjuntos e membros de muitos conselhos gerais que ajudaram a pôr de pé o 75/2008 e o restante edifício de redução orçamental na educação, e que agora serão higienicamente removidos durante o processo de fusão dos mega-agrupamentos.

Mais uma vez assistimos a um certo reviver da história, relembrando a máxima: Roma não paga a traidores.